Nos anos 90, todo mundo era um pouco designer. Hoje todo mundo é um pouco DJ. Claudia Assef vai entrevistar gente apaixonada pelo ofício que já foi conhecido como discotecário, seja como hobby ou profissão. Entre uma mixagem e outra, celebridades e DJs de verdade vão falar de músicas que marcaram a vida e causos de cabines.
Episódio 04 - Rodrigo Penna
________________________________________________
Claudia Assef, é jornalista, autora do livro e blog TODO DJ JÁ SAMBOU e diretora de conteúdo do PORTAL VIRGULA
________________________________________________
Tweet
Mostrando postagens com marcador CLAUDIA ASSEF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CLAUDIA ASSEF. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 11 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
TODO MUNDO É DJ - Episódio Chris Miller - By Claudia Assef
Nos anos 90, todo mundo era um pouco designer. Hoje todo mundo é um pouco DJ. Claudia Assef vai entrevistar gente apaixonada pelo ofício que já foi conhecido como discotecário, seja como hobby ou profissão. Entre uma mixagem e outra, celebridades e DJs de verdade vão falar de músicas que marcaram a vida e causos de cabines.
Episódio 02 - Chris Miller
________________________________________________
Claudia Assef, é jornalista, autora do livro e blog TODO DJ JÁ SAMBOU e diretora de conteúdo do PORTAL VIRGULA
________________________________________________ Tweet
Episódio 02 - Chris Miller
________________________________________________
Claudia Assef, é jornalista, autora do livro e blog TODO DJ JÁ SAMBOU e diretora de conteúdo do PORTAL VIRGULA
________________________________________________ Tweet
quarta-feira, 20 de abril de 2011
TODO MUNDO É DJ - Episódio Clemente Napolitano - By Claudia Assef
Nos anos 90, todo mundo era um pouco designer. Hoje todo mundo é um pouco DJ. Claudia Assef vai entrevistar gente apaixonada pelo ofício que já foi conhecido como discotecário, seja como hobby ou profissão. Entre uma mixagem e outra, celebridades e DJs de verdade vão falar de músicas que marcaram a vida e causos de cabines.
Episódio 01 - Clemente Napolitano
________________________________________________
Claudia Assef, é jornalista, autora do livro e blog TODO DJ JÁ SAMBOU e diretora de conteúdo do PORTAL VIRGULA
________________________________________________ Tweet
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A música eletrônica cresceu demais? By CLAUDIA ASSEF
A música eletrônica virou o que tenho chamado de um gigante desengonçado. Se por um lado cresceu, virou pop, ganhou espaço e público para lotar estádios de futebol cantando hits como I Gotta Feeling, na outra ponta, perdeu uma de suas principais características, que sempre foi inovar. Pronto, falei.
É só ligar o rádio pra ouvir referências que 10, 15 anos atrás eram novidade na pista de dança entalhadas em músicas de consumo rápido: Lady Gaga, Britney Spears, Rihanna, os rappers Akon, Chris Brown, Taio Cruz, Usher, o ex-underground e hoje superpop Black Eyed Peas; todo mundo usando timbres que já fizeram a cabeça de clubbers no final dos anos 90.
Nunca as "mais mais" das paradas de sucesso foram tão dançantes. Bom para a música eletrônica? Em termos. Em São Paulo, vemos clubes tradicionalmente do "underground" tendo que abrir as pernas para tocar música de rádio. DJs de renome e com anos de estrada estão cada vez menos nos line-ups. Festas com famosos tocando ou então promoters que se metem no som, botando seus iPods pra tocar música pop, estão cada dia mais em alta.
Pode soar como conversa de saudosista, mas tenho saudade de ver as pessoas saindo de casa para dançar levando a música em alta consideração. Hoje o que eu tenho notado é que a música, o DJ, funciona meramente como figuração.
Facundo Guerra, 37 anos, sócio dos clubes Lions e Vegas e dos bares Z Carniceria e Volt, todos na região central de São Paulo, embasa a minha tese.
"Primeiro fato: o pop se apropriou da música eletrônica. Enquanto a nossa geração demorou dez anos pra conseguir distinguir house de techno, a geração que está começando a sair vem sendo educada pela música pop. E hoje o pop tem cara de música eletrônica mainstream", raciocina. Ele lembra que desde a moda da new disco nada de novo apareceu na música eletrônica ("não dá pra considerar o dubstep, que é muito pequeno no Brasil").
"Hoje, se você não coloca música pop na pista de dança as pessoas vão embora. No Lions eu vi uma cena que me chocou: o Mau Mau, que é um DJ que todos nós amamos, entrou no som depois do Roque Castro, que fez um set extremamente pop. Sabe o que aconteceu? O Mau Mau esvaziou a pista, coisa que eu nunca tinha visto na minha vida!", conta.
Como empresário da noite, Facundo está desiludido: "Não penso mais em trazer gringo. Já conversei com vários donos de clube que pensam da mesma forma. A não ser que você traga o Tiësto ou o Deep Dish, trazer DJ gringo só vai aumentar seu custo, não traz mais público", escancara.
O empresário vai mais fundo na crítica: "A gente está vivendo uma crise na música. A grande questão é a educação musical do público que sai à noite. Mesmo o público gay mais jovem, que sempre foi atrás das tendências, hoje ouve Beyoncé e Lady Gaga. A consequência você sente quando sai. Como os clubes estão disputando o público, ficam com medo de arriscar. Daí entram num ciclo de chamar DJs de pop. Os clubes já não são mais templos de música. São extensões das redes sociais, ponto de encontro. O cara vai na boate pra encontrar aquela menina que ele cutucou no Facebook. A música virou trilha de fundo", conclui Facundo Guerra.
Há quem não veja a coisa assim. É o caso do DJ Renato Ratier, proprietário do D-Edge, clube em São Paulo que concluiu uma grande reforma no final do ano passado, ampliando sua capacidade de 400 para 950 pessoas.
"Claro que tem muito clube tocando Lady Gaga para sobreviver. Mas no D-Edge não mudamos o conceito musical, continuamos fiéis à música eletrônica. E mesmo assim sempre vejo gente nova chegando", diz Ratier. "Muita gente critica o D-Edge dizendo que depois da reforma houve uma invasão de um público mais playboy. Mas se o playboy está frequentando e ouvindo música boa, vejo isso com bons olhos. Acho que tem muita coisa pra ser feita, mas não vejo a noite de um jeito pessimista", diz Renato Ratier.
***
Se no reino da música eletrônica mainstream há algo de podre, sempre se encontra vida no underground. Minha dica para quem gosta de fuçar é mergulhar nas novidades do netlabel (selo virtual que distribui música gratuitamente) brasileiro Tranzmitter.
Criado em 2007, o selo já lançou quase 200 faixas distribuídas em EPs, álbuns e compilações. O lançamento mais recente está especialmente bom, é a coletânea Tranzmitter Compilation (Volume 3), que tem novatos extremamente legais, como a dupla Monsters At Work, Richard Savani e L_cio ao lado de veteranos, como o DJ Mimi. Corre lá pra pegar, não precisa esconder de ninguém porque é tudo licenciado pelo Creative Commons, ou seja, tudo dentro da lei: www.tranzmitternetlabel.com
***
Dia 7 de abril estreio na Oi FM meu programa Discologia, tocando um mix de coisas do baú e novidades da música eletrônica. Será sempre às quintas, das 23 h à 1 h. Passa lá!
CLAUDIA ASSEF, 36, É AUTORA DO LIVRO E BLOG TODO DJ JÁ SAMBOU E DIRETORA DE CONTEÚDO DO PORTAL VIRGULA Tweet
É só ligar o rádio pra ouvir referências que 10, 15 anos atrás eram novidade na pista de dança entalhadas em músicas de consumo rápido: Lady Gaga, Britney Spears, Rihanna, os rappers Akon, Chris Brown, Taio Cruz, Usher, o ex-underground e hoje superpop Black Eyed Peas; todo mundo usando timbres que já fizeram a cabeça de clubbers no final dos anos 90.
Nunca as "mais mais" das paradas de sucesso foram tão dançantes. Bom para a música eletrônica? Em termos. Em São Paulo, vemos clubes tradicionalmente do "underground" tendo que abrir as pernas para tocar música de rádio. DJs de renome e com anos de estrada estão cada vez menos nos line-ups. Festas com famosos tocando ou então promoters que se metem no som, botando seus iPods pra tocar música pop, estão cada dia mais em alta.
Pode soar como conversa de saudosista, mas tenho saudade de ver as pessoas saindo de casa para dançar levando a música em alta consideração. Hoje o que eu tenho notado é que a música, o DJ, funciona meramente como figuração.
Facundo Guerra, 37 anos, sócio dos clubes Lions e Vegas e dos bares Z Carniceria e Volt, todos na região central de São Paulo, embasa a minha tese.
"Primeiro fato: o pop se apropriou da música eletrônica. Enquanto a nossa geração demorou dez anos pra conseguir distinguir house de techno, a geração que está começando a sair vem sendo educada pela música pop. E hoje o pop tem cara de música eletrônica mainstream", raciocina. Ele lembra que desde a moda da new disco nada de novo apareceu na música eletrônica ("não dá pra considerar o dubstep, que é muito pequeno no Brasil").
"Hoje, se você não coloca música pop na pista de dança as pessoas vão embora. No Lions eu vi uma cena que me chocou: o Mau Mau, que é um DJ que todos nós amamos, entrou no som depois do Roque Castro, que fez um set extremamente pop. Sabe o que aconteceu? O Mau Mau esvaziou a pista, coisa que eu nunca tinha visto na minha vida!", conta.
Como empresário da noite, Facundo está desiludido: "Não penso mais em trazer gringo. Já conversei com vários donos de clube que pensam da mesma forma. A não ser que você traga o Tiësto ou o Deep Dish, trazer DJ gringo só vai aumentar seu custo, não traz mais público", escancara.
O empresário vai mais fundo na crítica: "A gente está vivendo uma crise na música. A grande questão é a educação musical do público que sai à noite. Mesmo o público gay mais jovem, que sempre foi atrás das tendências, hoje ouve Beyoncé e Lady Gaga. A consequência você sente quando sai. Como os clubes estão disputando o público, ficam com medo de arriscar. Daí entram num ciclo de chamar DJs de pop. Os clubes já não são mais templos de música. São extensões das redes sociais, ponto de encontro. O cara vai na boate pra encontrar aquela menina que ele cutucou no Facebook. A música virou trilha de fundo", conclui Facundo Guerra.
Há quem não veja a coisa assim. É o caso do DJ Renato Ratier, proprietário do D-Edge, clube em São Paulo que concluiu uma grande reforma no final do ano passado, ampliando sua capacidade de 400 para 950 pessoas.
"Claro que tem muito clube tocando Lady Gaga para sobreviver. Mas no D-Edge não mudamos o conceito musical, continuamos fiéis à música eletrônica. E mesmo assim sempre vejo gente nova chegando", diz Ratier. "Muita gente critica o D-Edge dizendo que depois da reforma houve uma invasão de um público mais playboy. Mas se o playboy está frequentando e ouvindo música boa, vejo isso com bons olhos. Acho que tem muita coisa pra ser feita, mas não vejo a noite de um jeito pessimista", diz Renato Ratier.
***
Se no reino da música eletrônica mainstream há algo de podre, sempre se encontra vida no underground. Minha dica para quem gosta de fuçar é mergulhar nas novidades do netlabel (selo virtual que distribui música gratuitamente) brasileiro Tranzmitter.
Criado em 2007, o selo já lançou quase 200 faixas distribuídas em EPs, álbuns e compilações. O lançamento mais recente está especialmente bom, é a coletânea Tranzmitter Compilation (Volume 3), que tem novatos extremamente legais, como a dupla Monsters At Work, Richard Savani e L_cio ao lado de veteranos, como o DJ Mimi. Corre lá pra pegar, não precisa esconder de ninguém porque é tudo licenciado pelo Creative Commons, ou seja, tudo dentro da lei: www.tranzmitternetlabel.com
***
Dia 7 de abril estreio na Oi FM meu programa Discologia, tocando um mix de coisas do baú e novidades da música eletrônica. Será sempre às quintas, das 23 h à 1 h. Passa lá!
CLAUDIA ASSEF, 36, É AUTORA DO LIVRO E BLOG TODO DJ JÁ SAMBOU E DIRETORA DE CONTEÚDO DO PORTAL VIRGULA Tweet
terça-feira, 22 de março de 2011
LIVRO - Todo Dj Já Sambou
Realmente esse é um livro que foi muito bem elaborado e pensado para o profissional ou futuro profissional DJ.
A autora, Claudia Assef, fez questão de resgatar a profissão desde os primódios mostrando o quanto essa profissão é movida por amor, paixão, muita dedicação, alguns sonhos, algumas realizações, muito trabalho e feeling...muito feeling.
Claudia passeia muito bem pelas décadas em que o DJ foi ganhando espaço,confiança,profissionalismo e respeito trazendo depoimentos,contos e histórias de profissionais que vivenciaram todo essa estrada.
Tamanho o bom gosto da autora na cadência do livro, merecia na minha opinião entrar mais no universo de outras praças além das de Saão Paulo. Rio de Janeiro foi pouco explorado na dinâmica e diversidade da sua gama de DJ's. Belo Horizonte, Curitiba,Porto Alegre, pouquissimo explorado. E as demais cidades, ou somente citadas, ou com nenhuma aparição.
Gostaria de ter visto Raidi Rebelo de Manaus,DJ Maluco de todo o Nordeste, Maria Helena de Tocantins e Goiania, Marco Menezes levando o Raggae a São Luiz, e muita gente que ficou de fora e mais aprofundamento no uninverso feminido dos DJ's.
A leitura é hiper dinâmica e intuitiva, e me arrisco a dizer que muitos vão devorar as 263 páginas, em pouco tempo.
Pesquizando na internet,descobri que a DJBAN,( escola de DJ's on line ) por algum tempo ( não sei se continua até hoje ) utilizou o livro como material didádico, o que mostra que é possível levar informação técnica e cultura aos novos profisisonais de forma prazerosa.
Eu li, gostei, e recomendo o livro a você DJ que tem mais de 20 anos de carreira como eu, ou a você que quer ingressar nessa profissão.
Cultura,conhecimento e diversão é sempre investinto!
Anderson Santos DJ Tweet
Assinar:
Postagens (Atom)
